“É como se não tivesse nada dentro de mim, não sinto nada!”

“Então isso é muito grave!”…

Como disse Samuel Beckett, “Nada é mais real que o nada”.

Não sentir, ou como usualmente se diz, não sentir nada, é preocupante. É algo apenas possível em determinadas condições patológicas de natureza física, neurológica ou psiquiátrica.

Do ponto de vista emocional, o que acontece por vezes, é que determinadas pessoas têm dificuldade em tornar consciente ou admitir aquilo que realmente sentem que faz doer… o vazio, a insignificância (da qual todos temos medo), o desespero, o medo, a raiva, a infelicidade… “isto mexe tanto comigo que nem quero pensar, assim pelo menos não sinto nada” (não sinto o nada que sinto que sou, ou que me tornei). Para estas pessoas a capa de Super-Homem revela-se quando afirmam não sentir nada acerca de algo potencialmente doloroso.

O Nada e o Tudo… “aquela pessoa era tudo para mim, agora não tenho nada”; “Dei tudo naquele emprego, mas afinal não valeu de nada”; “Já fui uma pessoa feliz, com tudo… agora não tenho nada”.

Na verdade, quando aquilo que se sente é muito doloroso ou ameaçador, torna-se impensável, indizível e emocionalmente ameaçador. Torna-se tudo acerca do qual não conseguimos (não podemos) sentir nada, “isto é tão forte, que às vezes até parece que nem sinto nada”… quase como se por magia, tivéssemos a fórmula mágica da anestesia emocional.

Por isso há muitas pessoas que fingem ser felizes, porque afinal é preciso muita coragem para admitir a infelicidade e a frustração. Normalmente estas pessoas passam a imagem de estar bem com tudo, parecem aceitar tudo com um sorriso e aparente valentia, admitem tudo… fazem tudo por tudo para não admitir a dor, a angústia, o terror emocional que as invade, o “Nada”. “Todos me dizem que não ando bem, mas eu não concordo”.

Por vezes estas pessoas, que teoricamente não sentem nada, vão dando sinais (como se fossem pequenas válvulas de escape da imensa pressão emocional que os invade); “ninguém gosta de mim…; “não vale a pena fazer nada…”; “nada me satisfaz…”; “procurei ajuda porque insistiram comigo, mas eu acho que não preciso”; “é melhor não falar sobre isso, há coisas das quais nem me quero recordar, nem pensar…”.

No entanto esta vida de trapezista emocional é dura e cansativa… não se pode falhar, porque no mundo emocional nem sempre há redes de segurança, principalmente quando se diz que não se sente nada, que não se precisa de nada (nada infeliz, nada frustrado, nada insatisfeito, nada cansado), e portanto aqueles que nos poderiam ajudar já lá não estarão…

Aos poucos, devagar, sem damos por isso, o tempo revela-se perante nós sobre a forma de verdade: afinal o “nada” que se sentia transforma-se num violento tudo… “tudo me corre mal”; “tudo me incomoda”; “tudo me aborrece”; “todos me abandonaram”; “tudo me causa infelicidade”. Tudo (até o que é teoricamente bom e desejável) pode ser afinal, fonte de infelicidade e sofrimento. Tudo era fonte desse “Nada” que se tentava esconder…

Como disse, salvo raras excepções, normalmente de natureza patológica, é impossível não sentir… dizer que não se sente nada, “não sinto nada, é-me indiferente”, (afinal sente…nesse caso sente indiferença) é um disfarce, uma defesa que se gasta com o tempo e que serve apenas para esconder aquilo que realmente sentimos, ou seja, quem realmente somos…

Como se gasta com o tempo, este disfarce acaba mais tarde ou mais cedo, por revelar os nossos medos, inseguranças, desamores, derrotas, infelicidades e frustrações.

E aí podemos descobrir que esses pequenos “nadas” que sentíamos, afinal sempre foram tudo que nos impediu de viver uma vida de acordo com aquilo que nos preenche, satisfaz e pode fazer feliz.

Rolando Andrade

Fonte: https://www.rolandoandrade.com
Dr. Rolando Andrade
Psicólogo Clínico
Psicoterapeuta
Psicólogo do Desporto
Cédula profissional O.P.P 4365

Dr. Rolando Andrade

Mais de 300 milhões de pessoas afectadas (segundo a Organização Mundial de Saúde), sendo a principal causa de incapacidade para o trabalho e uma das patologias que mais contribui para os custos com a saúde a nível Mundial, quando falamos de Depressão, estamos a falar de algo muito concreto, doloroso e que pode mesmo ser incapacitante (mais de 8oo mil pessoas suicidam-se todos os anos; destas, dois terços são pessoas deprimidas).

Apesar de ainda ser encarada por muitos como um sinal de fraqueza psicológica, a verdade é que a Depressão não escolhe idades nem estratos sociais e é sempre vivida como algo de ameaçador.

Aspectos como a predisposição genética, os desequilíbrios hormonais, acontecimentos de vida com carácter traumático, doenças prolongadas ou contextos familiares e sociais desfavoráveis encontram-se entre os factores promotores do desenvolvimento desta doença. Em resultado da interacção entre estes factores, existem vários tipos de Depressão, cada um deles podendo assumir diferentes graus de gravidade. É por isso que esta patologia tem várias máscaras através das quais se manifesta, não existindo depressões iguais. Existem até formas de manifestação desta doença que à partida não se enquadram na imagem típica que temos dela.

“Não sei como descrever o que sinto”, “vejo tudo de forma negativa”, são expressões normalmente usadas pelas pessoas deprimidas. É como se a dor mental, por ser tão imensa e angustiante, não pudesse ser nomeada, simbolizada nem descrita. Daí algumas destas pessoas referirem “sentir um vazio”.

“Isso são coisas da cabeça das pessoas”. Era bom que tudo fosse assim tão simplista, banal e redutor; no entanto esta é uma doença insidiosa, que começa por se manifestar de forma subtil (por exemplo cansaço físico e psicológico, sintomas de ansiedade, alterações de humor ou dos padrões do sono) tornando-se com o passar do tempo em algo mais poderoso, que exerce influência em todas as áreas da vida. Humor deprimido durante a maior parte do dia e na maior parte dos dias, quebra no rendimento físico e intelectual, abatimento, isolamento social, sentimentos de culpa e desvalorização (“nunca faço nada bem”), alteração dos padrões de alimentação, sexuais e do sono, pessimismo e ideação suicida encontram-se entre os sinais mais característicos e reconhecíveis da Depressão. No entanto em situações mais leves ou moderadas nem sempre a pessoa deprimida sabe que está deprimida, podendo apenas sentir-se cansada ou ansiosa.

“Porque estás assim se não tens motivo nenhum?”, é algo que familiares e amigos perguntam muitas vezes. No entanto, nem sempre as pessoas sabem porque estão deprimidas ou simplesmente o motivo afinal não é o que parecia à primeira vista.

Normalmente o que leva as pessoas a procurar apoio é a dor, seja ela de ordem física ou mental. Apesar de ser incómoda, a dor mental faz farte do nosso dia a dia. Não devemos por isso cair em exageros e interpretar a tristeza como se de uma Depressão se tratasse. A Depressão é algo mais potente e severo, enquanto a tristeza é apenas um dos inúmeros sintomas presente nas várias tipologias da Depressão.

Como em qualquer doença, a eficácia do tratamento depende de um bom diagnóstico. É comum existirem confusões entre Depressão e outros síndromes patológicos, como o Luto, as Perturbações de Personalidade, o Síndrome de Burnout ou Depressões secundárias associadas a doenças prolongadas ou ao uso de determinadas substâncias por exemplo.

Apesar de apenas 10 por cento das pessoas receberem tratamento adequado, a Psicoterapia é um instrumento fundamental e validado cientificamente para o tratamento da Depressão. Através desta abordagem podemos encontrar as raízes mais profundas do sofrimento, dar-lhe um nome e um significado, pensá-lo e encontrar as vias de acesso a um maior conhecimento de si mesmo, promotor de maior abertura aos outros e a novas experiências e a uma visão mais positiva, transformadora e saudável acerca do mundo. Nos casos mais graves no entanto, o uso combinado de medicação e psicoterapia tem demonstrado ser o instrumento terapêutico mais eficaz.

A Depressão suga energia, vontade, motivação e esperança. Por vezes dar o primeiro passo pode parecer difícil, mas procurar ajuda especializada é sem dúvida o caminho mais curto para ter de volta o controlo da sua vida.

Fonte:
https://www.rolandoandrade.com

Dr. Rolando Andrade

Psicólogo Clínico

Psicoterapeuta

Psicólogo do Desporto

Cédula profissional O.P.P 4365

Anualmente milhares de portugueses morrem anualmente vítima de cancro. Alguns dos tumores podem ter origem nos nossos genes mas são associados a práticas de vida pouco saudáveis que, desconhecimento na maioria dos casos, acabam por fazer parte do nosso dia a dia.

Antes da Luta Contra o Cancro, está a prevenção! Adote alguns hábitos de vida mais saudáveis, para manter a sua saúde nas melhores condições.

DEIXE DE FUMAR

O tabaco é o responsável mais direto do cancro do pulmão. Também está associado ao cancro da boca, laringe e bexiga, como confirmam vários estudos internacionais.

DIGA NÃO AOS ANTITRAÇAS

Uma dessas substâncias é o paradiclorobenceno (p-DCB), catalogado como possível cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

FUJA DOS FUMADOS

Uma dieta com excesso de produtos fumados e picantes incrementa a probabilidade de cancro de estômago.

ÁLCOOL? SÓ AO DOMINGO!

A ingestão diária de álcool, mesmo que seja em pequenas quantidades, pode ser perigosa. Deve ter em conta que o abuso de álcool incrementa o cancro do esófago.

VÁ MAIS AO MÉDICO

Tenha um maior acompanhamento clínico. Entre os 20 e os 39 anos, faça um check-up médico a cada três anos.

INGIRA MAIS FRUTAS E MAIS VERDURAS

Uma dieta pouco saudável pode estar associada a 35% de mortes por cancro. As vitaminas e os nutrientes da fruta e dos vegetais frescos são potentes antioxidantes que previnem a formação de tumores.

PREFIRA VEGETAIS DE FOLHAS VERDES

Estes são considerados por muitos especialistas como os mais benéficos na proteção contra esta doença, sendo por isso ideais para usar em sopas e saladas.

COMA ALIMENTOS RICOS EM ANTIOXIDANTES

Os brócolos, a alface, a salsa, o agriões, as acelgas, os pimentos, os espinafres e os espargos são alguns dos alimentos com maior conteúdo de vitaminas A, C e minerais, pelo que devem fazer parte integrante da sua alimentação diária.

INVISTA NOS LEGUMES BIOLÓGICOS

Todos os vegetais têm propriedades protetoras que fazem frente aos tumores mas, nos biológicos, essas substâncias estão ainda mais presentes. A beterraba e as cenouras, por exemplo, são ricas em carotenos. Os tomates, as cebolas e os alhos franceses, por seu lado, quando cultivados desta forma, têm uma maior quantidade de vitaminas A e C, de minerais e de fibras.

PONHA (MAIS) COUVES NO PRATO

As couves têm compostos orgânicos como os índoles, flavonas, vitaminas e minerais, todos eles capazes de lutar e fazer frente ao cancro da mama, o que mais afeta as mulheres durante a menopausa.

COMA MENOS CARNE VERMELHA

Pouca carne vermelha deve ser a regra. Consumir demasiada carne vermelha está associado a um maior risco de cancro da mama nas mulheres mas também a vários outros cancros nos dois sexos.Sempre que o fizer, coma-a guisada. Em caso de consumi-la, é preferível guisada ou estufada do que mal passada.

TENHA PRESENTE A SUA IDADE

A partir dos 40 anos, se for mulher, faça uma mamografia e uma exploração clínica todos os anos. No caso dos homens, a partir dos 45 anos, devem vigiar regularmente a próstata.

OLHE PARA OS SINAIS E PARA AS MANCHAS COM OLHOS DE VER

Observe atentamente e com regularidade as marcas de pigmentação que tem na pele. Se mudarem de aspeto, de cor e/ou tamanho, consulte imediatamente um médico especializado.

A promoção de uma alimentação saudável e equilibrada é, sem dúvida, fundamental para  melhorar a sua saúde, ajudar a proteger contra determinadas patologias,  fornecer mais energia e até controlar o peso.

Ao longo dos anos temos verificado um grande poder, por parte dos meios de comunicação,  no padrão de beleza. Nos dias de hoje os meios de comunicação conseguem impôr uma  realidade, influenciando a opinião e as atitudes da maioria dos espectadores. Realidade essa,  que nem sempre é a mais correta.

Uma grande percentagem da nossa sociedade,  nomeadamente mulheres, têm uma atitude negativa perante a alimentação. Em determinadas  alturas do ano não apresentam preocupação na qualidade e quantidade dos alimentos que  consomem. 

Será que é necessário levar isso tão à risca?

A ideia da comemoração desta data surgiu em 1992 pela fundadora da associação “Diet Breakers”, Mary Evans Young.

A britânica, que já lutou contra a anorexia, conta que decidiu agir depois que viu “um programa de televisão em que as mulheres se submetiam a intervenções cirúrgicas para reduzir o peso” e conheceu a história de uma garota de 15 anos que se suicidou por sofrer bullying por que era gorda.

Desde então, o dia 6 de maio tem como objetivo incentivar a aceitação do próprio peso, a destruição das noções pré-definidas de “beleza” e de “corpo perfeito” e o alerta dos riscos para a saúde física e mental de se seguir uma dieta.

Hoje é a dieta líquida, amanhã é a dieta da fruta e depois será a dieta só com proteína… O organismo até pode responder, e pode emagrecer, contudo, essa não será a forma mais saudável de perder peso e, na maior parte dos casos, o peso voltará sempre – porque não houve uma reeducação alimentar.

O mais seguro para si, será consultar um Nutricionista, para que possa elaborar de um regime alimentar adequado para o seu organismo.

Hoje, fuja à rotina! Aproveite uma refeição deste dia para deixar as calorias de lado e coma algo que lhe satisfaça.

Pense que o aspeto físico é importante, contudo, o nosso estado emocional é mais importante ainda.

Dicas para uma vida mais saudável e equilibrada

  1. Coma um bom prato de salada ou de sopa, antes do prato principal, para se sentir mais saciado.
  2. Não faça as refeições em pé ou em frente à televisão. Sente-se em um local tranquilo e faça desse um momento de prazer.
  3. Faça exercício físico.
  4. Arranje um amigo para fazer exercício físico consigo, por exemplo, e ser uma forma de se motivar (ainda mais).
  5. Durma bem e o número de horas suficientes para um adulto. Muitos estudos associaram a falta de descanso ao excesso de peso.
  6. Escove os dentes logo após a refeição. Isso ajuda a que não coma um docinho ou outro…
  7. Pode trocar o prato da refeição principal, o típico prato grande, por um prato de sobremesa. Assim, comerá menos quantidade.
  8. Prefira alimentos frescos.
  9. Troque os fritos pelos assados.
  10. Troque os refrigerantes pela água.
  11. Reduza o consumo de bebidas alcoólicas.
  12. Faça lanches entre as refeições. Comer de 3 em 3 horas acelera o metabolismo e evita que coma demasiado às refeições.
  13. Troque o elevador pelas escadas.
  14. Faça refeições mais ligeiras ao jantar.
  15. Comece o dia com um bom pequeno almoço.
  16. Sorria mais.
  17. Não deixe de comer nenhum grupo da pirâmide alimentar.
  18. Mantenha a saúde em dia, faça check ups.
  19. Mexa-se mais!
  20. Seja feliz!

Primeiro de tudo, vamos definir o que é uma crise de rinite.

Quem sofre de rinite, pode entrar em crise em situações como: mudanças bruscas de clima, contato com cheiros fortes, pó e polens.

Durante um episódio de rinite, a pessoa pode apresentar sintomas como: nariz entupido, espirros, comichões no nariz e garganta, até mesmo diminuição do olfato.

Para evitar complicações maiores é possível seguir algumas dicas para aliviar os sintomas:

1- Faça lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%: a melhor prevenção para infecções. É recomendado lavar o nariz duas a três vezes ao dia. O soro fisiológico pode ser aplicado com um conta-gotas ou spray. Muito indicado em especial para as crianças.

2- Evite contato com cheiros fortes e poeiras, evite a mudança de ambientes quentes para ambientes frios e vice-versa. Use uma máscara quando precisar manusear coisas com pó, por exemplo limpar armários ou permanecer num local com poeira

3- Mantenha o ambiente arejado e exposto à luz do sol sempre que possível

4- Procure um estilo de vida saudável, que inclui alimentação balanceada e rica em frutas e verduras

5- Evite assoar o nariz com força, ou tentar impedir o espirro. A pressão causada pode gerar sangramentos nasais

6- Use remédios, como antialérgicos e descongestionantes conforme orientação médica. Os descongestionantes em excesso podem levar a efeitos colaterais sérios.

Além disso, é preciso estar sempre atento a alguns sinais. Os sintomas mais comuns quando a rinite evolui para um quadro infeccioso como sinusite são: crise de rinite que passa de 5 dias, secreção que sai das narinas muda para um aspecto mais amarelado e com mau cheiro, febre e dor na face que persistem.

Se estes sintomas ocorrerem, procure auxílio médico especializado, como por exemplo um Otorrinolaringologista.

Dia Internacional do Livro Infantil

Era uma vez um menino que todas as noites ouvia belas histórias. Essas histórias enchiam os seus pensamentos de incríveis aventuras que logo revivia ao adormecer nos braços de um sono profundo.
A vida de uma criança, que dorme com uma imaginação cheia de maravilhosas histórias é verdadeiramente mágica.
São muitas as vantagens desta atividade que, pouco a pouco, pode-se converter numa dinâmica entre pais e filhos. E, com o tempo, vai se transformar numa lembrança especial da infância.

“Lembro-me quando a minha mãe e o meu pai contavam histórias para me ajudar a dormir tranquilo”,… Essas frases marcam o destino de um ser humano com altas probabilidades de ser feliz no futuro.

Para nós, os pais, não há nada melhor do que saber que o bebé que um dia vimos nascer, entre a inocência e a ternura, agora tem vontade de sonhar com histórias especiais que vão protagonizar como verdadeiros heróis, príncipes e princesas. Definitivamente, vale a pena abrir um espaço desde cedo para colher a semente da imaginação.

Porquê ler uma história para as crianças antes de dormir?

De acordo com vários estudos recentes, ler uma história antes de dormir não somente reforça o vínculo entre os pais e os filhos, mas também ajuda no bom desenvolvimento cerebral, aumentando a memória e relaxando o organismo.

Esta dinâmica reforça a memória e a aprendizagem de valores

Além disto, ao incentivar a comunicação verbal com estas ferramentas, estamos a reforçar as capacidades lógicas e a diminuir os níveis de stress que impedem de ter um sono tranquilo. Também favorece o desenvolvimento do vocabulário e o desenvolvimento da fala com maior rapidez, já que estimulam as conexões neurais que se encarregam dos sons da linguagem.

Bagagem cultural

Nestas histórias, as crianças também ficam submersas em realidades que estão fora do alcance quotidiano, por exemplo, falar de golfinhos, girafas, baleias, etc… Isto faz com que as conversas se tornem cada vez mais amplas e com uma ampla bagagem cultural.
Da mesma forma, reforça a aprendizagem, com compreensão de sequências, reconhecimento de padrões e treinamento da antecipação.
Isto influenciará outros aspectos como a leitura, a música, a matemática, as ciências, entre outros.

A estes benefícios todos, soma-se a possibilidade de incluir valores e condutas positivas de uma forma agradável, que se refletirão no seu dia a dia. Sem dar-se conta, a criança irá aprender novas maneiras de interagir com o mundo.

E por último, evite a ver televisão como parte da rotina do sono.

Embora existam programas educativos que podem ensinar coisas boas ao seu pequeno, nada poderá substituir a sua presença a seu lado, a qual terá um maior impacto no crescimento.

Benefícios para os adultos

Ler uma história antes de ir dormir não beneficia só as crianças. Nós, os pais, podemos dar-nos a oportunidade de aprender a nos aproximarmos dos nossos filhos, de uma forma serena, confiante e carinhosa.

Favorecer a intimidade, permite que aprendamos a conhecê-los com profundidade, reconhecendo emoções, ilusões, sonhos e medos.

Outro benefício para os pais, é que aprendemos a transmitir uma mensagem com clareza e detalhe. Às vezes, os nossos filhos não compreendem o que nós queremos dizer, e pensamos que se trata de desobediência,; mas se descobrimos como temos que nos comunicar com eles, tudo muda radicalmente.

Faça com que seu filho tenha uma infância tão bela como um conto de fadas.
Você se surpreenderá com o que vai conseguir com cada história.

A Depressão um distúrbio afetivo que gera uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem acabar em pensamentos suicidas.

Por isso, a depressão precisa de um acompanhamento médico, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

A depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Número de portugueses com depressão dispara 43%!

Tristeza ou Depressão

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do quotidiano, onde a pessoa realmente sofre, até assimilar o que está a acontecer e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias. Já a depressão instala-se de forma permanente e se não for tratada pode piorar.

Como identificar o início de uma depressão?

Geralmente a pessoa pode apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Medos que antes não existiam
  • Dificuldade de concentração
  • Perda ou aumento de apetite
  • Alto grau de pessimismo
  • Indecisão
  • Insegurança
  • Insônia
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade
  • Raciocínio mais lento
  • Esquecimento
  • Ansiedade
  • Angústia.

Além disso, o indivíduo pode apresentar alguns sintomas físicos, para os quais os médicos não conseguem encontrar causas aparentes, como:

  • Dores de barriga
  • Má digestão
  • Azia
  • Constipação
  • Flatulência
  • Tensão na nuca e nos ombros
  • Dores de cabeça
  • Dores no corpo
  • Pressão no peito.

Estes são alguns dos indícios da depressão. Mas, em caso de dúvida, procure um especialista em Psicologia ou Psiquiatria para ter um diagnóstico e tratamento corretos.

Não tenha medo ou vergonha de expressar o que realmente está a sentir e a vivenciar, pois esses profissionais utilizar toda a informação que puder transmitir, para poderem prescrever um tratamento e a partir daí, voltar a ter qualidade de vida, com alegria e bem estar.

Em Portugal, estima-se que 32% das crianças (7 anos) do sexo feminino apresentam excesso de peso (incluindo obesidade), o mesmo acontecendo em 29% das crianças do sexo masculino.

A obesidade infantil acontece quando uma criança está com peso maior que o recomendado para sua idade e altura.

O excesso de peso pode ter consequências para as crianças até a sua vida adulta, mesmo que a obesidade seja revertida nesse período. Doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto, são algumas consequências da obesidade infantil.Pode também levar à baixa autoestima e depressão nas crianças.

Causas

Muitos fatores podem causar obesidade infantil. Entre as mais comuns estão fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo ou uma combinação desses fatores. Além disso, a obesidade em crianças também pode consequência de alguma condição médica, como doenças hormonais ou uso de medicamentos à base de corticoides.

A alimentação da criança e a quantidade de exercícios físicos que ela pratica são fatores determinantes para o aparecimento da obesidade infantil.

O que pode levar à obesidade infantil?
Dieta desequilibrada, rica em fast foods, alimentos industrializados e congelados, refrigerantes, doces e frituras
Sedentarismo, uma vez que a atividade física ajuda a queimar as calorias ingeridas
Histórico familiar de obesidade, uma vez que a doença tem influência genética e os maus hábitos alimentares podem ser ensinados de pai para filho
Fatores psicológicos, como stress ou tédio, podem fazer com que as crianças comam mais do que o normal

Quais são os riscos da obesidade infantil?
Colesterol alto
Hipertensão
Doença cardíaca precoce
Diabetes tipo 2
Problemas ósseos
Síndrome metabólica
Distúrbios do sono
Puberdade precoce
Depressão
Asma e outras doenças respiratórias
Condições de pele como infecções fúngicas e acne
Baixa autoestima
Problemas de comportamento

Se tem alguma preocupação com o peso do seu filho ou filha, marque uma consulta médica.

O Pediatra irá considerar a história individual da criança, assim como seu crescimento e desenvolvimento. O Nutricionista poderá também desenvolver uma dieta ajustada às necessidades nutricionais da criança.

Nos dias de hoje, as crianças têm acesso à televisão, smartphones, tablets e computadores desde muito pequenas.

Os dados indicam que aos 18 anos, uma criança europeia já tenha passado cerca de três anos da sua vida a olhar para os diferentes tipos de ecrãs. Com 80 anos, esta mesma pessoa já terá ficado cerca de 17,6 anos a olhar para os diferentes tipos de ecrãs.
Existem outros dados ainda mais alarmantes, na Inglaterra as crianças ficam em média 6,1 horas por dia, no Canadá 7,8 horas/dia e nos EUA 7,5 horas/dia.

A grande questão sobre todos esses dados é que existe uma associação crescente entre a quantidade de horas passadas em frente ao ecrã e o desenvolvimento de diabetes tipo 2, obesidade e doenças do coração.

O estudo da Investigadora Wijndaele , indicou que a cada 1 hora de ecrã por dia , existe um aumento de 6% no risco de doenças do coração fatais e não fatais, independente da idade, gênero, medicação, história familiar ou atividade física.

Mas isso é porque tantas horas a ver televisão deixam-nos sedentários?
Não só por isso. Os estudos têm mostrado que esse excesso de exposição, causa um aumento da pressão arterial e do mau colesterol, especialmente nas crianças e adolescentes. Também se sabe que a exposição a muitas horas de ecrã, leva a problemas hormonais como uma alteração na libertação da hormona cortisol, como se o organismo desse uma resposta semelhante ao estado de stress. Este estado de Stress pode levar ao consumo de mais alimentos, muito calóricos, muito embora o corpo não tenha sido exercitado.

Como equilibrar o contato das crianças com os ecrãs?

  1. Nós sabemos que muitos vídeos na internet têm sido destinados ao público infantil, até para bebês. Esses produtos “facilitam” muito a vida dos pais na correria do dia a dia, a fim de entreter os pequenos. Mas o que se sabe é que 8% do cérebro vai se desenvolver nos primeiros três anos de vida, sendo que este é o período mais vulnerável. A recomendação é que até a criança completar três anos a exposição aos ecrãs seja mínima ou nenhuma.
  2. Tirar as televisões dos quartos das crianças ajuda a reduzir o tempo de exposição a ecrãs.
  3. Programas de televisão com narrativas mais lentas e descritivas devem ser preferidos aos mais agressivos.
  4. E por fim, a família deve limitar a exposição da criança. Vejam as horas propostas para cada faixa de idade:

De 3 a 7 anos: meia a 1 hora/dia
De 7 a 12 anos: 1 hora/dia
De 12 a 15 anos: 1 hora e meia/dia
Mais de 16 anos: 2 horas/dia.

Sabemos que é uma tarefa difícil, mas se conseguirmos reduzir o numero de horas passadas ao ecrã, transformando esse tempo em horas de brincadeira, horas de jantar com a família, horas de atividades físicas e horas de relacionamento familiar, certamente estaremos alinhados com o grande objetivo de uma vida mais saudável e feliz.

O que é Ansiedade?
A ansiedade é uma emoção normal do ser humano. Pode surgir facilmente quando enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou diante de decisões difíceis do dia a dia. No entanto, a ansiedade excessiva pode tornar-se numa doença, ou melhor, num distúrbio de ansiedade.

Pessoas que sofrem de distúrbios de ansiedade sentem uma preocupação e medo extremos em situações simples, além de alguns sintomas físicos, o que dificulta as suas atividades diárias.

Por sorte, os distúrbios de ansiedade podem ser tratados.

Sintomas de Ansiedade
A ansiedade pode causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Como por exemplo:

Sintomas psicológicos da ansiedade
Constante tensão ou nervosismo
Sensação de que algo mau vai acontecer
Problemas de concentração
Medo constante
Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão
Preocupação exagerada em comparação com a realidade
Problemas para dormir
Irritabilidade
Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos da ansiedade
Dor ou aperto no peito e aumento do batimento cardíaco
Respiração ofegante ou falta de ar
Aumento do suor
Tremores nas mãos ou outras partes do corpo
Sensação de fraqueza ou cansaço
Boca seca
Mãos e pés frios ou suados
Náusea
Tensão muscular
Dor de barriga ou diarreia.

Ataques de pânico
Os ataques de pânico são uma reação comum aos transtornos de ansiedade, principalmente na síndrome do pânico. Suas principais características são:

Sensação de nervosismo e pânico incontroláveis
Sensação de morte
Aceleração da respiração
Aumento da frequência cardíaca
Tonturas e vertigens
Problemas gastrointestinais.
Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.

Psicoterapia
A terapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam sua ansiedade, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.